22 fevereiro 2017

A Viúva - Fiona Barton


Ao longo dos anos, Jean Taylor deixou de contar muitas coisas sobre o terrível crime que o marido era suspeito de ter cometido. Ela estava muito ocupada sendo a esposa perfeita, permanecendo ao lado do homem com quem casara enquanto convivia com os olhares acusadores e as ameaças anônimas.
No entanto, após um acidente cheio de enigmas, o marido está morto, e Jean não precisa mais representar esse papel. Não há mais motivo para ficar calada. As pessoas querem ouvir o que ela tem a dizer, querem saber como era viver com aquele homem. E ela pode contar para eles que havia alguns segredos. Afinal, segredos são a matéria que contamina (ou preserva) todo casamento.
Narrado das perspectivas de Jean Taylor, a viúva, do detetive Bob Sparkes, chefe da investigação, cuja carreira é posta em xeque pelo caso, e da repórter Kate Waters, a mais habilidosa dos jornalistas que estão atrás da verdade, o romance de Fiona Barton é um tributo aos profissionais que nunca deixam uma história, ou um caso, escapar, mesmo que ela já esteja encerrada.
RESENHA:
22/02/2017

Preciso parar urgente com essa mania de sair desesperada atrás dos lançamentos de thrillers quando têm aquele marketing gigantesco em cima. Assim foi com Caixa de Pássaros, Loney, Nem tudo será esquecido e agora A Viúva. Apesar de uns serem um pouco melhores que outro no geral não valeram a sensação causada. Essa é essa a minha opinião, meu gosto.

Vamos a estória.
A Viúva tem uma excelente premissa, fiquei encantada com ela, já imaginando mil coisas e muito suspense.
O livro se divide em capítulos curtos entre a narrativa em primeira pessoa da própria viúva e em terceira pessoa sobre o ponto de vista do Detetive, da Repórter e em algumas poucas ocasiões, do marido.
A estória começa em 2010, 10 dias após o falecimento do marido e Kate, a repórter que está na cola da viúva há muito tempo, consegue uma entrevista exclusiva com ela, deixando o jornal em êxtase.
Depois a estória volta para 2006 quando algo muito terrível acontece numa cidade próxima. Nessa parte, começa a narrativa do Detetive Bob que fica encarregado dessa investigação que se prolonga por muito tempo.
Ao mesmo tempo, temos também a narrativa da Jean no passado, sobre como ela conheceu o Glen, até ele se tornar alvo de investigação e perseguição dos jornais e da população, e uma pouca narrativa da repórter e seu modo de conseguir seus furos de reportagens.
A parte entre a Jean e a repórter é na verdade a menor de todas. A maior parte da estória se desenvolve no passado.

Depois de um tempo na leitura você já percebe do que se trata o segredo do marido e a estória fica nisso, dando voltas e mais voltas para segurar o leitor até um final que é totalmente previsível, sem surpresas, sem nenhuma reviravolta.
O bom é que a narrativa é ágil e sendo capítulos curtos, a leitura desenvolve bem.
A viúva é uma mulher submissa, omissa, sem sal nem açúcar, não questiona, não interroga. Simplesmente aceita toda e qualquer atitude do marido para evitar confrontos.
Quanto ao marido Glen..... nem vou comentar o que achei desse personagem. Vou deixar para você saber ao ler.
O final poderia ter sido mais trabalhado depois de tanta enrolação em revelar o segredo.
A estória é muito boa, mas a falta de reviravoltas nele é que o tornou um bom livro, apenas isso.


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